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Agostinho Patrus toma posse no Conselho Diretor do Colegiado Nacional de Controle Externo do IBS

01/10/2026

Conselheiro Agostinho Patrus tomou posse como vice-presidente da Região Sudeste do Conselho Diretor do Colegiado Nacional de Controle Externo

O vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), conselheiro Agostinho Patrus, tomou posse nesta quinta-feira (1º/10) como vice-presidente da Região Sudeste do Conselho Diretor do Colegiado Nacional de Controle Externo. A cerimônia foi realizada de forma remota e reuniu conselheiros de Tribunais de Contas de todo o país.

O colegiado será responsável pelo controle externo do Comitê Gestor do IBS (CGIBS), que administra o novo imposto, de competência compartilhada entre estados, Distrito Federal e municípios.

O Conselho Diretor é composto por 11 integrantes, representantes das cinco regiões do país. Entre suas atribuições estão a apreciação e o julgamento de processos, a atuação dos auditores de controle externo e a uniformização de entendimentos entre os Tribunais de Contas.

“É um compromisso que todos os Tribunais de Contas assumem hoje. Vamos acompanhar, avaliar e fiscalizar todo o processo de transição e implementação da Reforma Tributária, contribuindo para que essa mudança seja conduzida com responsabilidade e transparência. Queremos entregar um trabalho à altura da confiança que recebemos.”, afirmou Agostinho Patrus.

O presidente empossado do Conselho Diretor, conselheiro Domingos Augusto Taufner (TCE-ES), também destacou a importância do trabalho que será realizado pelo colegiado: “Que possamos construir um colegiado forte e demonstrar a capacidade técnica do Controle Externo brasileiro em um momento tão histórico e importante para o país.”

O conselheiro e presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Edilson Silva, também destacou a importância dos trabalhos que serão realizados nos próximos anos: “É uma etapa importante para os Tribunais de Contas do Brasil. A articulação e a troca de experiências, sempre respeitando a autonomia de cada Tribunal, demonstram coesão e um direcionamento comum para entregar resultados concretos para a sociedade. Sabemos da importância do nosso trabalho, afinal, a receita pública que fiscalizamos financia os direitos dos brasileiros.”

Também estiveram presentes o presidente do TCEMG, Durval Ângelo, e o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, Marcílio Barenco.

Trajetória da articulação

A participação dos Tribunais de Contas na Reforma Tributária começou a ser estruturada antes da criação do Conselho Diretor. Em 2025, a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), o Instituto Rui Barbosa (IRB) e o Conselho Nacional dos Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC) criaram um grupo de trabalho para acompanhar a regulamentação da reforma, analisar os projetos de lei complementar e preparar os órgãos de controle para as novas atribuições.

O TCEMG participou desse processo desde o início. Em agosto de 2025, o Tribunal indicou o conselheiro Agostinho Patrus, o conselheiro substituto Telmo Passareli e o procurador de contas Daniel de Carvalho Guimarães para integrar o grupo de trabalho. Desde então, foram realizadas reuniões periódicas para discutir e acompanhar o desenvolvimento das atividades.

Quem compõe o Conselho Diretor

●   Presidente: Domingos Augusto Taufner (TCEES)

●   1º vice-presidente: André Clemente Lara de Oliveira (TCDF)

●   2º vice-presidente: Valdecir Fernandes Pascoal (TCEPE)

●   Secretário-geral: Jailson Viana de Almeida (TCERO)

●   Secretário de Relações Institucionais: Antônio Ed Souza Santana (TCERN)

●   Ouvidor-geral: Cezar Miola (TCERS)

●   Vice-presidente da Região Norte: Severiano José Costandrade de Aguiar (TCETO)

●   Vice-presidente da Região Nordeste: Susana Maria Fontes Azevedo Freitas (TCESE)

●   Vice-presidente da Região Sudeste: Agostinho Célio Andrade Patrus (TCEMG)

●   Vice-presidente da Região Centro-Oeste: Márcio Campos Monteiro (TCEMS)

●   Vice-presidente da Região Sul: Adircélio de Moraes Ferreira Júnior (TCESC)

Reforma Tributária

A Reforma Tributária, aprovada pela Emenda Constitucional nº 132/2023, criou um novo modelo de tributação sobre o consumo. Entre as mudanças está a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência compartilhada entre estados, Distrito Federal e municípios, e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Os dois tributos substituirão gradualmente impostos e contribuições que incidem atualmente, como ICMS, ISS, PIS e Cofins.

A Lei Complementar nº 227/2026 instituiu o Comitê Gestor do IBS e definiu sua estrutura e competências, entre elas a administração da arrecadação e a distribuição da receita do imposto entre os entes federativos. O artigo 40 da Lei Complementar nº 227/2026 também estabeleceu a atuação dos Tribunais de Contas no controle externo do Comitê.