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Educação em primeiro lugar: TCEMG participa do 12º Fórum Mineiro de Educação

15/09/2026

Material didático sobre história brasileira - Foto: Letícia Torres/TCEMG

O Artigo 3º da Constituição Federal estabelece, entre os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária. Para alcançar esse propósito, o investimento em educação é o caminho para o desenvolvimento e o fortalecimento do Estado. Seguindo essa premissa, o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) participou, no dia 15 de agosto, do 12º Fórum Mineiro de Educação, realizado no Expominas. 

Organizado pela Associação Mineira de Municípios (AMM), o evento foi idealizado como um espaço de diálogo, troca de experiências, identificação de desafios e busca de soluções para aprimorar a educação pública nos municípios mineiros.
 
Mais de 600 pessoas estiveram presentes na abertura do evento, que contou com uma apresentação cultural do Coral da VEM – Vila Educacional de Meninas – e da Banda de Música Mirim de Diamantina.
 
Estudantes de Diamantina fizeram apresentação musical no evento - Foto: Letícia Torres/TCEMG
 
O anfitrião do evento, presidente da AMM e prefeito de Iguatama, Lucas Vieira, abriu os debates destacando a necessidade de repensar valores e de colocar o respeito e o apoio aos profissionais da educação entre as principais prioridades da gestão pública.
 
“Iremos tratar de diversos temas ao longo deste encontro, mas quero aproveitar este momento para, acima de tudo, manifestar nosso apoio aos profissionais que fazem a educação acontecer com qualidade. É fundamental garantir todas as condições de trabalho, valorização e suporte necessários para que os professores possam exercer sua missão da melhor forma possível”, afirmou.
 
Em seguida, o presidente do TCEMG, conselheiro Durval Ângelo, abordou a visão de um tribunal ativo e comprometido com uma educação de qualidade. Em suas palavras, não basta prover o básico: a educação deve ser inclusiva, qualificada e acessível a todos os mineiros e mineiras.
 
“É muito importante termos clareza de que, diante de uma sociedade em que a intolerância cresce cada vez mais, na qual o medo do diferente aumenta continuamente, as pessoas demonstram maior dificuldade para dialogar e a violência se expande, precisamos despertar em nossos alunos essa fome de conhecimento”, afirmou o conselheiro.
 
Segundo Durval Ângelo, exercer a função de educador ou gestor da educação hoje significa também enfrentar a crise de autoridade. Em sua concepção, ter autoridade não é falar mais alto nem gritar, mas ter a capacidade de dialogar, compreender e acolher. Afinal, o aluno traz para a sala de aula os reflexos de um mundo marcado por contradições e intolerâncias.
 
“E nada é melhor do que uma palavra acolhedora. Nada é melhor do que o carinho. Nada é melhor do que revelar e valorizar essa beleza interior que cada aluno carrega dentro de si”, finalizou.
 
Autoridades se uniram em prol da educação mineira - Foto: Letícia Torres/TCEMG
 
Na solenidade de abertura, ainda estiveram presentes as seguintes organizações:
 
- Associação Mineira de Municípios (AMM)
- Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG)
- Ministério Público de Minas Gerais (MPMG)
- Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC)
- Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG)
- Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais (CEE-MG)
- União dos Dirigentes Municipais de Educação de Minas Gerais (Undime-MG)
- União dos Conselhos Municipais de Educação (UCME)
 
O 12º Fórum Mineiro de Educação terá duração de dois dias e o link da programação está disponível no link
 
Gaepe: um compromisso com a educação
Muitos dos desafios enfrentados pelos municípios são complexos demais para serem resolvidos de forma isolada — cenário que reforça a importância do associativismo e da cooperação institucional.
 
O conselheiro substituto Telmo Passareli, coordenador do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação (Gaepe), também esteve presente. Ele apresentou o projeto, que é uma iniciativa do TCEMG e reúne diversas instituições atuantes no setor — desde a formulação das políticas públicas e sua execução até os mecanismos de controle.
 
Um exemplo prático da atuação do Gaepe é a gestão do financiamento educacional. Diversos municípios não estavam cumprindo as condicionalidades exigidas e, por isso, deixavam de receber recursos adicionais do VAAR (Valor Aluno Ano Resultado). Inicialmente, o trabalho do Ministério Público conseguiu reduzir de mais de 400 para 144 o número de municípios em descumprimento da Condicionalidade I.
 
Posteriormente, com a atuação conjunta do Ministério Público de Minas Gerais por meio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Educação (Caoeduc), o avanço continuou. Até o final da semana passada, esse número havia caído para apenas 11 municípios. A meta agora é zerar o quantitativo.
 
“Essa iniciativa é um espaço para sentarmos juntos, dialogarmos, reconhecermos os problemas que comprometem a efetividade das políticas educacionais e buscarmos soluções de forma colaborativa. Procuramos identificar qual instituição pode contribuir em cada situação e, claro, contamos sempre com o comprometimento dos gestores para superar os desafios e participar ativamente desse esforço conjunto”, explicou Telmo Passareli.
 
Nesse contexto, o Tribunal de Contas busca contribuir disseminando informações, incentivando boas práticas e disponibilizando ferramentas para apoiar o planejamento, o monitoramento e a tomada de decisões dos gestores, sempre com base em evidências.
 
Durval Ângelo, Lucas Vieira e Telmo Passareli estiveram presentes no 12° Fórum Mineiro de Educação - Foto: Letícia Torres/TCEMG
 
Mais de 600 pessoas prestigiaram a solenidade de abertura - Foto: Letícia Torres/TCEMG