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TCEMG acompanha processo eleitoral e auditoria das urnas em Minas Gerais

05/10/2026

Tribunal participa, como entidade fiscalizadora, dos procedimentos que ampliam a transparência e permitem verificar a integridade do sistema eletrônico de votação

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) acompanhou, neste domingo (4), procedimentos de fiscalização e auditoria realizados durante o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. O presidente do Tribunal, conselheiro Durval Ângelo, participou, pela manhã, da abertura oficial das eleições no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) e acompanhou o início dos trabalhos de verificação do sistema eletrônico de votação.

Ao longo do dia, o controlador interno do TCEMG, Henrique Quites, representou o Tribunal nos procedimentos de auditoria. O TCEMG está credenciado como entidade fiscalizadora e participa do acompanhamento de etapas que permitem verificar, de forma independente, o funcionamento das urnas e a segurança do processo eleitoral.

A atuação não se restringe ao dia da eleição. No sábado (3), representantes das entidades fiscalizadoras acompanharam o sorteio das urnas que seriam submetidas ao Teste de Integridade. Foram selecionadas 33 urnas de diferentes regiões de Minas Gerais, posteriormente recolhidas de suas seções eleitorais e transportadas para os locais onde a auditoria seria realizada no domingo.

Na abertura oficial das eleições, também foi acompanhada a emissão da zerésima, documento impresso pela urna antes do início da votação e que demonstra que nenhum candidato possui voto registrado naquele equipamento. A partir das 8h, com a abertura das seções eleitorais, milhões de mineiros começaram a escolher presidente da República, governador, senadores e deputados federais e estaduais.

Para o presidente do TRE-MG, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, a participação conjunta das instituições reforça o compromisso público com a democracia.

“O comparecimento das autoridades significa, acima de tudo, um compromisso institucional com a democracia e com o Estado Democrático de Direito. É também a certeza de que, sozinhos, não realizamos os nossos objetivos”, afirmou.

Durval Ângelo destacou que a participação do Tribunal de Contas nesse processo está relacionada à própria missão de fiscalização e à defesa das instituições democráticas.

“A democracia se concretiza quando cada cidadão pode exercer livremente o seu direito de escolha e tem a segurança de que essa escolha será respeitada. A presença das instituições acompanhando e fiscalizando cada etapa do processo eleitoral fortalece a transparência e a confiança pública. Para o Tribunal de Contas, participar desse trabalho é também reafirmar nosso compromisso com a democracia e com a cidadania”, afirmou.

Mas como é verificado se a urna registrou corretamente os votos?

Entre os procedimentos acompanhados pelas entidades fiscalizadoras está o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, realizado simultaneamente à votação oficial. O objetivo é verificar, na prática, se os votos digitados em uma urna eletrônica são registrados e contabilizados exatamente como foram inseridos.

O procedimento começa antes do dia da eleição. Cédulas de papel são preenchidas com votos em candidatos reais e depositadas em urnas de lona. No domingo, durante o mesmo período da votação oficial, essas cédulas são sorteadas uma a uma. O voto registrado no papel é digitado na urna eletrônica selecionada para o teste e, paralelamente, contabilizado por um sistema independente.

Ao final, são comparados os dois resultados: o registrado eletronicamente pela urna e aquele obtido a partir das cédulas de papel. Os números devem ser exatamente iguais. Dessa forma, é possível verificar se cada voto digitado foi registrado corretamente pelo equipamento. Todo o procedimento é filmado e pode ser acompanhado por representantes das entidades fiscalizadoras e pelo público.

Neste primeiro turno, 30 urnas passaram pelo procedimento convencional no CREA-MG e outras três foram submetidas ao Teste de Integridade com Biometria, na Escola Estadual Pandiá Calógeras. Nesse segundo modelo, eleitores voluntários que já votaram em suas próprias seções colaboram com a autenticação biométrica utilizada durante a simulação.

Além do Teste de Integridade, a Justiça Eleitoral realiza outros mecanismos de auditoria. Dez urnas foram selecionadas para o Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais, feito antes do início da votação nas próprias seções. Nesse procedimento, verifica-se se os programas instalados nos equipamentos são os mesmos que foram oficialmente assinados e lacrados pela Justiça Eleitoral.

Fiscalização que começa antes do voto

A participação das entidades fiscalizadoras também antecede o fim de semana das eleições. O acompanhamento envolve diferentes etapas de preparação e auditoria do sistema eleitoral, permitindo que instituições externas à Justiça Eleitoral fiscalizem os procedimentos adotados.

Esse acompanhamento compartilhado cria diferentes camadas de verificação do processo: antes da votação, confirma-se a autenticidade dos sistemas; antes da abertura das urnas, a zerésima demonstra que não existem votos previamente registrados; durante a eleição, o Teste de Integridade verifica se os votos são contabilizados corretamente; e, ao final, os boletins de urna registram os resultados de cada equipamento.

É nesse conjunto de controles — públicos, documentados e acompanhados por diferentes instituições — que se insere a participação do TCEMG como entidade fiscalizadora das Eleições 2026.