Siga-nos nas redes sociais:

Acessibilidade

AUMENTAR CONTRASTE

DIMINUIR CONTRASTE

Ministra Cármem Lúcia dá continuidade às comemorações pelos 40 anos do Sempre um Papo

03/08/2026

Fotos por Hernando Garcia/TCEMG

 Em cerca de 70 dias, no Brasil, cerca de 155 milhões de pessoas comparecerão às urnas para eleger uma nova leva de representantes políticos da sociedade brasileira. Desde a Constituinte de 1988, toda mulher e homem naturalizados brasileiros possuem o direito e o dever de participar desse processo e auxiliar na construção de um Estado mais plural, inclusivo e democrático. Isso, entretanto, nem sempre foi assim. 

O direito ao voto universal é extremamente recente na história do país. Foi conquistado progressivamente, através das reivindicações constantes da população. O voto censitário foi abolido em 1891; o voto feminino conquistado em 1932. Os direitos civis foram e estão sendo constantemente disputados. Apesar disso, através da Carta Magna, a população pôde gozar de mais segurança e proteção institucionais. 
Mais presente do que nunca, essa temática foi um dos pontos centrais do último Sempre um Papo/TCE Cultural. Dando continuidade às celebrações em homenagem aos 40 anos do projeto, a última edição contou com a presença da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. Com mediação do jornalista e produtor cultural Afonso Borges, criador da iniciativa, ela discutiu os livros “Pela Mão do Povo: Voto e Democracia no Brasil” e “Princípio Constitucional da Solidariedade”, publicados, respectivamente, pela editora Bazar do Tempo e pela editora Fórum. 
A abertura do programa, que aconteceu no auditório Vivaldi Moreira do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, foi realizada por uma fala do conselheiro-presidente do TCEMG, Durval Ângelo, que ressaltou a importância dos valores democráticos e dos direitos civis que asseguram à população brasileira seu direito à autodeterminação. As eleições seriam uma das mais emblemáticas expressões disso. 
Ao longo do evento, a ministra tratou, também, de temas como família e literatura. A convidada foi incisiva ao falar dos desafios que permeiam a preparação de uma eleição em um cenário tão delicado quanto o atual momento político brasileiro.
Cármen Lúcia foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral entre 3 de junho de 2024 e 12 de maio de 2026, quando foi sucedida pelo ministro Nunes Marques. Sua passagem pelo órgão deixou evidente que o problema enfrentado hoje pelo Brasil não pode ser resumido à um cenário de simples bipolarização. Em suas palavras, “ter polos é próprio da democracia. [...] Polarização não é o problema. O problema é que estamos sendo conduzidos para uma fratura político-social. Como se quem estivesse favorável a um candidato fosse inimigo. Não é inimigo. É apenas seu amigo fazendo uma escolha diferente da sua. E qual é o problema?”. 
O encontro pode ser conferido, na íntegra, no canal do youtube do TCEMG
Abaixo, algumas fotos do evento.