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R$ 1 bilhão: Decisão do TCE economiza recursos e recomenda modernização no tratamento do Córrego do Onça

30/09/2026

Modernização da ETE Onça deve ser prioridade ambiental da Copasa, reforça TCEMG - foto: Gil Leonardi - Imprensa/MG

Uma economia de R$ 1 bilhão aos cofres públicos do Estado. Recomendar que o Governo de Minas Gerais monitore que a “nova Copasa” faça a modernização da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Ribeirão do Onça, na Grande BH. Estas foram as principais determinações do Tribunal de Contas de Minas Gerais, aprovadas na sessão do Tribunal Pleno desta quarta-feira (30/9), quando da análise do processo 1.210.558, relatado pelo conselheiro Alencar da Silveira Jr.

A decisão encerra a apreciação de uma licitação internacional, conduzida pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), para implantação e operação da ETE Onça. Em abril, o TCEMG paralisou a concorrência por, entre outros motivos, entender que os valores investidos na obra não deveriam partir dos cofres públicos, já que a então estatal estava em reta final de privatização, concluída em junho deste ano.

Como o próprio governo estadual acatou a decisão do TCEMG e revogou a licitação, o Tribunal Pleno decidiu pela extinção do processo, sem resolução de mérito. Porém, recomendou à Agência Reguladora de Saneamento e Energia de Minas Gerais (Arsae/MG) que “acompanhe a adequação da capacidade operacional da ETE Onça às metas de expansão, qualidade, eficiência e universalização previstas no contrato de concessão, nos planos de saneamento aplicáveis e no art. 11-B da Lei Federal n. 11.445/2007 (Marco Legal do Saneamento), adotando, se necessário, as medidas regulatórias cabíveis”.

“Quem pagaria o valor desta obra seria o povo mineiro. Com o trabalho dos conselheiros e da Unidade Técnica, essa Casa conseguiu economizar R$ 1 bilhão dos cofres públicos, que seriam pagos pela “antiga” Copasa”, explicou Alencar.

“É fundamental que os compromissos sejam cumpridos e o meio ambiente seja preservado. Que o novo proprietário da Copasa assuma esses compromissos firmados pela empresa quando ela ainda era estatal e garanta que os rejeitos e esgotos não voltem à região próxima à Lagoa da Pampulha”, reforçou o conselheiro Agostinho Patrus.

“Esse certame internacional carregava vícios que violavam os princípios da isonomia e da competitividade”, disse o presidente, Durval Ângelo. “Esta decisão deixa claro que este Tribunal de Contas está atento, acompanhando todo o processo envolvendo a Copasa”, concluiu.